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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O livro da minha vida..

  Harry Potter -  fenômeno literário


  A história do bruxo Harry Potter foi criada em uma viagem de Manchester para Londres, pela até então desempregada escocesa JK Rowling, hoje mais rica que a rainha da Inglaterra.
   A saga, que se transformou num sucesso multimídia, ganhou adaptação no cinema, e terá – ou não – seu ciclo fechado em julho de 2011, quando a segunda parte do último filme, Harry Potter e as relíquias da morte, será lançada.
    A aventura, que se passa na Escola de Magia e Bruxarias de Hogwarts, conta a trajetória de Harry Potter, que de empregado dos tios, torna-se um herói ao entrar em Hogwarts e inciar uma série de batalhas contra o vilão da saga, Lord Voldemort.
    Com mais de 400 milhões de livros vendidos, traduzidos para cerca de 67 línguas diferentes, a saga do bruxo Harry Potter, é símbolo dos anos 2000. Lançado inicialmente em 1997 após diversas recusas de editoras, que não acreditavam no sucesso de uma história infantil sobre magia, JK Rowling construiu a história de Harry e seus amigos em sete livros: Harry Potter e a pedra filosofal; Harry Potter e a câmara secreta; Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban; Harry Potter e o cálice de fogo; Harry Potter e a Ordem da Fênix; Harry Potter e o príncipe mestiço e por fim, Harry Potter e as relíquias da morte.

O livro da minha vida é.. Harry Potter e a Ordem da Fênix

Henrique Barum, 15 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do colégio São José, é fã da saga Potteriana desde os 9 anos, quando leu pela primeira vez Harry Potter e a Pedra filosofal, o primeiro livro da série. Em seguida ele virou fã incondicional de Potter e seu mundo, lendo todos os livros em sequência. Atualmente, Henrique é um dos colaboradores do Potterianos Pelotas, grupo de fãs da saga que se reúnem com certa frequência para trocar ideias sobre os livros e filmes da série. Além disso, o estudante é escritor e leitor de fanfics sobre HP, histórias criadas por fãs, misturando história original com inventada.

Confira a seguir a entrevista feita com o estudante:

Qual o livro consideras mais marcante em tua vida?  

Harry Potter e a Ordem da Fênix, 5º livro da saga Harry Potter
Porque além de ser o primeiro livro da saga que é verdadeiramente meu, o primeiro que eu ganhei, acho a história fascinante, e com toda a certeza, o melhor livro que J.K. já escreveu. Gosto muito da Pedra Filosofal também (primeiro livro da série) porque marca o início da saga, a formação do mundo mágico, e foi importantíssimo para a criação do ser que sou hoje.

Qual foi a primeira vez que lestes A Ordem da Fênix? 

Em junho de 2004, de lá pra cá já li o livro cinco vezes.

Tens o hábito da leitura?

Sim, dificilmente alguém me encontra sem um livro na mão. Amo ler e acho super importante.

Os fãs de Harry Potter costumam reclamar das adaptações cinematográficas dos livros. Qual a tua opinião sobre isso?

Os filmes geralmente são incompletos, e não mostram ou dão merecido destaque a algumas cenas e conseguem distorcer o que é posto no livro de maneira descomunal. Falta comprometimento com a integridade do livro, e mesmo sabendo que não se pode reproduzir o livro na íntegra, os diretores deveriam ter o mínimo de cuidado ao redigirem o roteiro.

Pra quem indicarias esse livro?

Para todo tipo de pessoa, porque a magia não é pertencente a uma única geração, ela pertence ao mundo inteiro, todas as idades.

Quem gosta desse livro, provavelmente vai gostar de ler..

- Percy Jackson e os Olimpianos

- As Fronteiras do Universo

E acho isso porque assim como J.K. fez com Potter, foi criado um mundo mágico, que apesar de possuir fatos reais, fatos históricos (como em Percy Jackson), envolve o leitor em um mundo totalmente novo, que provavelmente ele não se imaginou lendo, ou até vivendo.



                 Henrique e A Ordem da Fênix: livro que despertou a paixão pelo mundo Potteriano



Por Camila Monteiro

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Leitura e infância: uma relação indispensável

O prazer pela leitura é um hábito que perpassa gerações. As famílias que despertam nos filhos o interesse pelas obras literárias, contribuem para o crescimento integral dos seus filhos. No caso do aluno de 6º série, do Colégio São José, Pedro Muraro, 12 anos, ler é uma atitude que ele não quer mais abandonar. A família o incentivou desde muito pequeno a ter o hábito da leitura.

Nas 1ª e 2ª séries, ele conta animado que leu toda a coleção do Harry Potter. “Eu demorava mais tempo, mas consegui chegar ao fim de todos”, comenta.  

Confira, a seguir, como Pedro convive com o universo literário:

Com o incentivo da família, Pedro, de 12 anos,
 fala com carinho sobre os livros
1.Qual livro mais gostaste de ler?  
A coleção que mais gostei, até hoje, foi Percy Jackson. Os livros falam da mitologia grega. Mas, o diferencial desses livros é que eles falam da história antiga com pessoas modernas, atuais. Por exemplo: uma deusa grega da nossa época, dona de uma loja de estátuas...Fica muito interessante esse jeito de relatar a história.

2.Como a leitura te ajuda na sala de aula? 
Como leio muito, tenho mais facilidade para interpretar, para escrever e consigo relacionar o assunto do livro com os temas que já foram trabalhados em sala de aula, não apenas na aula de português, mas de história, geografia, matemática e outras.

3. Tens alguma dica para as pessoas que não têm o hábito da leitura? 
Acho que é importante conhecer o que as pessoas gostam e, a partir disso, procurar ler na área que interessa. Eu procuro fazer isso com meus amigos, saber se eles apreciam esporte, música, filmes e, sugiro alguns tipos de livros, de acordo com o esses assuntos.


Simone Ramos

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A história de um viajante

Livro que fascinou Felipe conta uma viagem inesquecível do próprio autor
Felipe Nyland é aluno do 7º semestre de jornalismo da Universidade Católica de Pelotas, apaixonado por fotografia, música e livros. Ultimamente anda lendo bastante, divide-se entre os livros sobre fotografia (que são vários) e On the Road – Pé na estrada, escrito por Jack Kerouac.

“Eles não são livros comuns” afirma o estudante. Não são mesmo. Além da paixão pela imagem, que o faz acompanhar diferentes livros de fotógrafos famosos, Felipe lê On the Road pela segunda vez.








Apaixonado pela história contada por Jack Kerouac e identificando-se com o autor, Felipe explica o porquê de estar lendo (em menos de dois anos) o livro pela segunda vez. “Quando li, em janeiro de 2008, o livro era emprestado, mas era daqueles livros que a gente quer ter em casa. Comprei e não deu outra, tive que ler, agora, o meu livro”, diz ele.
De acordo com Felipe, o melhor do livro é despertar sensações nas pessoas. Segundo ele, On the Road incentiva a aventura, a viajar, a “curtir o que a vida tem de melhor” como define o leitor.
“É a história de uma época interessante. Enquanto os Estados Unidos estavam em guerra, os hippies tinham outras ideologias e levavam a vida em busca de paz”, afirma.
A identificação com o autor já fez Felipe comprar o livro Geração Beat. A próxima compra de livro do estudante será Os vagabundos iluminados, do mesmo autor.
Mas a paixão por On the Road ultrapassa as páginas de leitura. “Um dos meus grandes sonhos é, assim como o autor, viajar e passar muito tempo conhecendo lugares diferentes, culturas diferentes, pessoas diferentes. Se eu pudesse escolher uma história para ser a da minha vida, escolheria essa”.


Manoela Soares

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma disputa em que todos são vencedores

Campeonato de Literatura traz nas regras de futebol o bom humor em debates sobre livros

Símbolo do Campeonato de
Literatura dos Gaúchos
Mesclar regras de futebol com literatura. Estipular juízes, marcar jogos de livros e explicar minuciosamente o porquê do placar num site que permita a qualquer um também ser comentarista. A ideia surgiu com Lucas Murtinho, um economista carioca que criou o "Copa de Literatura", baseado no projeto Tournament of books, um torneio mata-mata onde os jurados escreviam resenhas sobre livros já estipulados a partir de alguns critérios e selecionavam os ganhadores. 


Com o intuito de tornar esse projeto algo mais regional para valorizar os escritores gaúchos, surgiu o "Gauchão de Literatura". A idealização foi de Rodrigo Rosp, com a coordenação-geral de Luciana Thomé e uma comissão organizadora. O projeto começou com o primeiro jogo no dia 10 junho deste ano. Para estabelecer os times, ou melhor, os livros deste campeonato, foram estipuladas algumas regras: seriam livros de contos, editados em 2008 e 2009 de autores gaúchos ou que já vivessem há algum tempo no Rio Grande do Sul.


A ideia principal é promover debates entre os visitantes do site e fazer com que os juízes leiam os dois livros, elaborem uma resenha crítica, apresentando os pontos positivos ou negativos de cada adversário e estabeleçam o placar, criando regras parecidas com o futebol para estipular um vencedor a cada partida. Os jogos sempre entram no ar às segundas e quintas a partir das 10 horas e este ano 27 livros participam do Campeonato Gaúcho de Literatura. A previsão da comissão é de que o vencedor seja conhecido em dezembro. Participe desta iniciativa e se aventura como comentarista de contos!

Equipe


Promovendo a literatura gaúcha e fazendo com que leitores locais ou não conheçam autores que por um motivo ou outro não recebem tanto destaque da mídia, mas que produzem textos com a melhor qualidade, no projeto Gaúchão da Literatura trabalham, além da Luciana e do Rodrigo, também: Ana Mello, Carlos André Moreira, Daniel Weller, Fernando Ramos e  Marcelo Spalding. A cada ano o campeonato irá variar o gênero literário das competições. Para 2011 os livros de romances ou novela, de narrativas longas, serão os contemplados.


A Luciana Thomé reservou um tempo do seu trabalho na Feira do Livro de Porto Alegre, na qual o projeto está participando, para responder algumas perguntas sobre o Gauchão. As respostas da Luciana podem ser lidas neste link: Gauchão da Literatura- Entrevista.


Projeto vai repassar livros às bibliotecas


A comissão do Gaúchão de Literatura vai montar kits com os livros que participaram do Campeonato este ano e doarão estes exemplares a cinco ou seis bibliotecas da região de Porto Alegre. "Queremos que os livros continuem circulando mesmo com o término da edição", disse Luciana.
 


Finalistas do Prêmio Literário


O Gauchão da Literatura está entre os finalistas do Prêmio Fato Literário 2010, prêmio com produção do grupo RBS que se divide em duas categorias: projetos e personalidade, com três indicações em cada uma das categorias. A votação vai até o dia 12 de novembro e pode ser feita através do site Fato Literário ou na Praça da Alfândega, no estande da RBS da Feira do Livro de Porto Alegre.

A magia de ler perpassa gerações

Aos 67 anos, a funcionária da Biblioteca do Colégio São José, Vera Maria Muniz da Silveira, relata a influência da literatura em sua vida. Animada com o tema da entrevista, ela diz que a magia da leitura renova nas pessoas o prazer de viver. Vera enfatiza, ainda, que o fato de ler proporciona criar outras realidades. 
Confira, a seguir, o relato dessa leitora encantada com o universo literário.  

Qual foi o teu primeiro contato com a leitura?
O primeiro material que li foi um Almanaque chamado Tico-Tico. Uma amiga de minha mãe emprestava para eu lê-lo, pois não tinha condições de comprá-lo. Além disso, à noite, mamãe sentava e contava histórias para mim e meus irmãos. Ela era ótima contadora de histórias. Isso foi essencial para que eu aprendesse a ler com rapidez e assumisse a contação de histórias em minha casa. 

E o trabalho na biblioteca do Colégio São José?
Pois é, quando entrei no São José, há aproximadamente 35 anos atrás, estava em outro setor. Todos sabiam de meu amor pelos livros e me foi confiada a biblioteca da escola para que eu a transformasse num espaço de acesso aos alunos, familiares e público externo. Assim o fiz. Promovi atividades diversas em que as crianças participaram ativamente. No aniversário da biblioteca, a turma que mais doasse livros para crianças menos favorecidas, ganhava o bolo de presente. Era um jeito simples de sensibilizar os pequenos, de fazê-los perceber que a leitura e, necessariamente os livros, precisavam estar nas mãos de todo o ser humano, independente das condições sociais. Com o meu trabalho aprendi que “quando queremos, fazemos acontecer”. 

Tens algum autor que marcou tua vida? 
Com certeza Monteiro Lobato, ainda que atualmente existam críticas com relação aos seus escritos. Independente disso, meu encanto por ele se dá pelo fato de falar das coisas simples da vida. Tudo tem sentido para quem o lê: a imagem da vó, da natureza, das comidas... São coisas palpáveis, próximas do nosso contexto. 

Como percebes as atuais produções literárias?
Os autores estão bastante preocupados, pelo menos os que nós temos como referência em nossa biblioteca, em trabalhar os valores. As histórias estão voltadas para questões sociais, para os conflitos da adolescência, para o cuidado com o meio ambiente. Acho essas abordagens fantásticas porque sensibilizam os leitores e humanizam a sociedade. 

Simone Ramos

sábado, 30 de outubro de 2010

Fazendo da leitura uma forma de viver*

A estudante Marta Zielke, de 21 anos, fala da sua relação com os livros

Capa do livro
de Álvares de Azevedo
Imaginar mundos paralelos e fazer da literatura algo básico para se viver: “Quem não lê não vê tudo que tem na vida”. Com esta constatação a estudante de História, Marta Zielke, sorri sentada em sua cama, rodeada de revistas bem encadernadas sobre registros históricos interessantes. Aos 21 anos, Marta começou a ler com apego aos nove, quando se interessou pelas histórias de "Noite na Taverna" e "Lira dos 20 anos", ambos de Álvares de Azevedo. 

O número de livros com o nome e a data na primeira página chegam a 50 em casa. Todos ficam espalhados pelas estantes da sala. "Mas tenho uma prateleira especial caso aconteça algum acidente", diz envergonhada. O amor pelos livros a faz acreditar que se um incêndio ou outro acidente acontecer, ela saberá exatamente a qual prateleira recorrer para salvar seus exemplares preferidos.

Marta com o quinto livro da série
Harry Potter devidamente encapado
com papel contact.
Além do nome e data na primeira página ela mantém algumas manias típicas dos adoradores de palavras. Um lugar limpo para os livros, mãos lavadas antes de pegá-los e passar um bom tempo somente admirando a capa de um livro que desejava muito comprar são umas delas. As regras se tornam mais rigorosas quando não permite que pessoas não autorizadas toquem  nos volumes e ela, com todo cuidado, encapa seus prediletos com papel contact.


"Se eu não pudesse ler acho que não seria tão interessante viver, a literatura é básica para mim", confirmou ao relatar que os livros que realmente a marcaram foram os da série Harry Potter. Marta começou a ler o primeiro livro da série aos 12 anos e acredita que foi algo marcante para ela pois os personagens eram cativantes e os sentimentos, combinados com a ótima psicologia da autora J.K. Rowling, extremamente reais. "Eram minha fuga do mundo real, meu mundo paralelo". Mundo paralelo este que desejava ser real, pois era, utopicamente em sua cabeça, como um mundo deveria ser.


Incentivo que valeu a pena

Sabendo que a literatura torna possível conhecer lugares e sensações diferentes, que talvez nunca saberemos como é no mundo real, o incentivo pela leitura na vida da estudante chegou através dos pais. Quando ainda não sabia ler o pai, Lindolfo, fazia o papel de narrador das histórias; papel assumido por ela quando finalmente conseguia identificar nas letras, frases inteiras. A mãe, Elza, sempre a fez acreditar que tem maior poder aqueles que possuem uma formação acadêmica e uma ligação estreita com a literatura.

Para ela o principal problema no país ainda corresponde aos altos valores pagos por um livro. A jovem já baixou livros da Internet mas destes não leu nenhum pois gosta muito da relação palpável que tem com eles.

Apesar de toda essa vontade de ler e se entregar às histórias dos livros, Marta não comenta sobre as obras com muitas pessoas. "Falo sobre livros somente com duas pessoas que conheço". Bom seria se ela pudesse compartilhar com os outros toda essa fantasia que os livros podem proporcionar. 


Pricilla Farina.


*Parte deste projeto consiste em realizar entrevistas com pessoas comuns que tenham forte ligação com a literatura ou com um livro em especial. Quer participar? Mande um email para umlivrominhahistoria@gmail.com.